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Muitos conflitos fundiários geram problemas entre municípios no interior do Piauí. Isso não é novo. Mas os conflitos territoriais ganham agora uma nova motivação: as correntes de vento que podem impulsionar uma nova atividade econômica, no caso os projetos de energia eólica.

Esse novo motivo de disputa foi averiguado pela Comissão de Estudos Territoriais da Assembleia Legislativa. Em entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde, o presidente da Comissão, deputado Antônio Felix (PSD), disse que há diversas motivações na disputa por território. A principal é relacionada à incorporação de faixas onde um determinado contingente populacional pode implicar na mudança da faixa de repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Antônio Felix explica que os municípios com até 10.188 habitantes estão na faixa mais baixa, a 0.6. De 10.189 até 13.584, passa para a faixa 0.8, o que implica em mais recursos. Muitas vezes um município tem, digamos, 10.150 habitantes, onde a disputa por uma pequena povoação com 40 habitantes pode mudar a faixa referente ao FPM.

É caso do município de Sigefredo Pacheco, que pertence a região dos carnaubais e fica distante a 165 km da capital Teresina. Com uma população estimada em quase 10 mil habitantes, o prefeito municipal Oscar Bandeira (PP) tenta um acordo com vários municípios da região, principalmente com Campo Maior para tentar chegar a marca que venha transformar a faixa referente ao FPM de 0.6 para 0.8 aumentando em cerca de 30% os recursos repassados pelo governo federal para o município. 

 

ENERGIA EÓLICA - MAIS RIQUEZA NATURAL DO PIAUÍ.

O deputado diz que a disputa pelas correntes de vento é uma nova área de conflito, o que está acontecendo neste momento entre dois municípios no Sudeste do Piauí. Essas correntes têm transformado o Piauí em um dos principais destinos de investimentos em produção de energia eólica. E os municípios desejam esses investimentos.

O conflito ocorre porque uma das correntes mais favoráveis à energia eólica passa praticamente na divisão de dois municípios – que o deputado não quis nominar. Daí veio a disputa por uma faixa de pouco mais de 300 metros. A definição sobre a propriedade dessa estreita faixa pode deixar a corrente de vento em ou outro município.

A disputa é mediada pela Comissão presidida por Antônio Felix.

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