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O ex-subtenente da Polícia Militar do Piauí Hugo Viana Lino foi condenado a 32 anos e 9 meses de reclusão pela morte de sua esposa Neylivia Oliveira da Costa Viana. A decisão foi anunciada após cerca de 20 horas de sessão do tribunal do júri, que começou ontem e terminou por volta de 3h da madrugada desta quinta-feira (11), no fórum de Capitão de Campos, 126 quilômetros ao Norte de Teresina (PI).

A sentença foi determinada pelo juiz da comarca de Capitão de Campos, Sílvio Valois Cruz Júnior. O ex-policial militar já cumpriu três anos de pena - foi preso logo após o crime, cometido em abril de 2014. A acusação é de que Hugo Viana Lino desferiu 11 tiros contra a companheira após ela romper o relacionamento entre os dois. 

Emocionados, familiares de Neylivia Viana estiveram no fórum de Capitão de Campos e acompanharam todo o julgamento

"Foi um julgamento um tanto tumultUado porque envolvia uma carga emocional muito grande. A vítima era uma pessoa muito querida na cidade e o réu também era uma pessoa de certa influência, já que foi comandante do Grupamento de Polícia Militar (GPM) de Capitão de Campos", disse ao Cidadeverde.com o promotor Márcio Giorgi Carcará Rocha, que pediu a condenação do réu. 

O Ministério Público também pediu que o condenado fosse levado para um presídio comum, uma vez que já foi expulso dos quadros da Polícia Militar - no início de maio, a Corregedoria da PM-PI negou recurso de Hugo Viana Lino para que seu caso fosse reconsiderado. 

RELEMBRE O CASO


O crime ocorreu na noite de domingo de Páscoa, em 20 de abril de 2014, na cidade de Cocal de Telha. O assassinato teria sido motivado porque Neylivia quis romper o relacionamento com o ex-policial, a pedido da família dela. 

Depois de cometer o homicídio, o ex-policial se dirigiu até a casa do sogro, tido como pivô da separação do casal. O sargento João Alcântara de Carvalho Seixas, comandante do Grupamento de Polícia Militar (GPM) de Capitão de Campos na época, tentou impedir e foi baleado em uma das pernas. Para tudo isso, o acusado usou uma arma da Polícia Militar.

FONTE: CidadeVerde